Eu escrevo como se fosse para salvar a vida de alguém, provavelmente a minha própria vida. (Clarice Lispector)
domingo, 8 de agosto de 2010
Liberte-se
Até onde estamos de fato livres? Quanto nos prendemos, para termos a sensação de liberdade? Pq esperamos três dias para ligar? Oras, para parecer que não ficou desesperada, pensando no cara! Pq receber uma msg e demorar três horas para responder? Para parecer q tava mt ocupada! Pq pensar, pensar e pensar? Pq não podemos simplesmente sentir? Oras, pq assim é o mundo. Pq você não pode simplesmente ser você mesmo, viver coisas incríveis e ter conversas sensacionais, sem se prender a rótulos ou convenções? Isso necessariamente tem que significar que essas pessoas vão começar a namorar, a se prender, a se sufocar? Nããão, isso significa apenas que elas são pessoas livres, que percebem que a vida acontece agora, acontece nesses três dias que vc espera para ligar. "Hoje eu estou sentindo uma coisa mt forte por vc, e eu preciso que vc saiba disso, pq amanhã posso não sentir mais, ou não estarmos mais aqui." Essa frase arrasou mt, pq é mt real. Enfim, o que estou tentando dizer é: seja livre. Não a pessoa livre que o mundo espera ver, mas sim destemido... deixe-se sentir. Desde criança eu tenho uma atração imensa por alturas. Pular do trampolim mais alto e da ponte alta na represa. Nada se compara a sensaçao que antecede. O medo, junto com a necessidade de se jogar. E sempre dá aquele frio bom na barriga, durante a queda, e a sensação de estar completamente livre. Livre dos meus medos e dúvidas. Vamos pular, vamos nos entregar... apenas caindo, caindo, caindo...
terça-feira, 13 de julho de 2010
In love
Uma bebida, um jogo, a casa da verdade..pq logo pra mim? Ta, pergunta. Se estou apaixonada? Não. Foi meio instantânea minha resposta, afinal, não pensar em ninguém antes de dormir, não querer ver sempre, não sentir pernas tremendo...é não estar apaixonada. Mas e aquele frio na barriga que senti ao saber que serei líder da equipe que vai construir a casa da Margarida, aquela mulher tão adorável? E a vontade de dormir cedo, só para o dia seguinte chegar logo? E os almoços e cafés intermináveis na Vila Madalena, pq não dá vontade de ir embora? E a noite em que ficamos "ouvindo rock juntos" e comentando, via msn? E as vezes em que fomos ouvindo músicas da Disney no carro, e cantando, até os carros vizinhos acharem que éramos malucos? O que dizer da paz que sinto vendo novela com minha vó, toda noite? Heeey, posso mudar minha resposta? Eu estou muito apaixonada sim... pelos meus amigos, pela minha família, pela música, muito apaixonada pelo trabalho que venho fazendo no Teto e, principalmente, por mim. E fico feliz por ter conhecido karas tão legais ultimamente, fico muito lisonjeada com a música linda que me foi "oferecida", mas agora eu entendo pq não consigo me apaixonar no momento por ninguém: é porque eu estou tendo um caso lindo e incrível... com minha vida!
domingo, 27 de junho de 2010
Tears and words

Sabe o que é sentir a solidão bater, com violência, na porta da sua casa? Não, não tão forte, com calma, a porta é fraca. Sabe o que é ter o mundo nas costas e não poder soltar? Colo de mãe, proteção de pai, a fraternidade entre irmãos. Imagina o que seja não ter? E ali, em um espaço tão pequeno ele invade. O sofrimento... e ele sussura, simplesmente sopra palavras de desespero em seus ouvidos e, então, finalmente, você tem um abraço, um abraço apertado... porém ele é gélido, cinza e cruel. E ele te envolve e te sufoca e te assegura que você é dele. Tem alguma noção do que seja isso? E o seu porto seguro? Oh, não, ele te afunda. E você tem apenas você e sua força contida, que foi sufocada pelo abraço esmagador. E a vida continua. Você sabe o que é isso? Eu achava que sabia, mas não sei... e me sinto fraca e impotente, compartilhando com ela minhas lágrimas, mas eu me fui, e enquanto ela chora, eu escrevo...
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Eu sou...
Eu sou os brinquedos que brinquei, as gírias que usei, os segredos que guardei, sou minha praia preferida, a renascida depois do acidente que escapei, aquele amor atordoado que vivi, a conversa séria que tive um dia com meu pai, eu sou o que eu lembro.
Sou a saudade que sinto da minha mãe, a infância que recordo, a dor de não ter dado certo, de não ter falado na hora, a emoção de um trecho de livro, a cena de rua que me arrancou lágrimas, eu sou o que eu choro.
Sou o abraço inesperado, a força dada para o amigo que precisa, a sensibilidade que grita, o carinho que permuta, os pedaços que junto, sou o orgasmo, a gargalhada, o beijo, eu sou o que eu desnudo.
Sou a raiva de não ter alcançado, a impotência de não conseguir mudar, o desapontamento com o governo, o ódio que tudo isso dá.
Eu sou o que ninguém vê!!!
Vi esse texto numa comunidade do orkut...não sei o autor!
Sou a saudade que sinto da minha mãe, a infância que recordo, a dor de não ter dado certo, de não ter falado na hora, a emoção de um trecho de livro, a cena de rua que me arrancou lágrimas, eu sou o que eu choro.
Sou o abraço inesperado, a força dada para o amigo que precisa, a sensibilidade que grita, o carinho que permuta, os pedaços que junto, sou o orgasmo, a gargalhada, o beijo, eu sou o que eu desnudo.
Sou a raiva de não ter alcançado, a impotência de não conseguir mudar, o desapontamento com o governo, o ódio que tudo isso dá.
Eu sou o que ninguém vê!!!
Vi esse texto numa comunidade do orkut...não sei o autor!
terça-feira, 22 de junho de 2010
Colorindo a vida

Essa noite tive alguns pesadelos horríveis. Acordei cedo e o dia estava horrível, super cinza e muito frio. Cheguei no Butantan e estava ficando cada vez mais pra baixo, nesse dia tão ruim. Lá tudo é muito verde, tem planta, árvore e grama para todos os lados, mas estava tudo meio com lama, meio molhado. Resolvi que ia procurar três coisas coloridas no caminho (verde não vale). Achei uma flor linda, rosa e branca, que nunca tinha visto lá, uma combo de vermelho: dois carros vermelhos passando um do lado do outro, do lado deles uma mulher com uma bolsa vermelha gigante e do outro uma menina com uma blusa de frio vermelha e tênis vermelho, todos no mesmo tom! Demorou, mas achei a terceira cor: uma flor que era cinza, branca, amarela e roxa, tudo na mesma flor!!! Perfeita!!! Enfim, meu dia cinza acabou mais feliz e me lembrando que eu posso ver o mundo cinza... ou procurar a cor!
domingo, 20 de junho de 2010
Enfeitando o jardim

Bom mesmo é quando percebemos que nos apaixonamos por nós mesmos. Quando você dorme tranquilo e acorda feliz.Quando eu posso estar sozinha, mas a minha companhia me encanta, e então eu posso fazer meu tricô, estudar, escrever, fazer a unha,ficar olhando o céu ou ajudar minha vó, não importa, porque estou em paz. Bom é quando você percebe que "a vida tem valor e que você realmente tem valor diante da vida", e aí não faz sentido tentar entender algumas atitudes, ou tentar conquistar alguém. Sim, claro que eu amo amar, me apaixono com frequência, mas percebo que não adianta ficar fazendo mil planos, pedindo presenças, ou qualquer coisa assim. Bom é quando você percebe que a vida é muito rara, que o amor de alguns poucos amigos sinceros é um dos melhores presentes de Deus. Bom é ouvir música no Sol, sair na rua descabelada sem ligar pra isso, bom é saber que sua melhor amiga pode estar em outro país e nada muda. Bom mesmo é encontrar amigos à noite, sentar no chão, ficar tomando cerveja, falando de mil assuntos, rindo até acordar os vizinhos e vendo que a cada dia mais eu me apaixono por mim, que a cada dia que passa eu entendo melhor o significado de: "não espere que te tragam flores. Ao invés disso, enfeite seu jardim"
domingo, 9 de maio de 2010
Não importa...
Existem pessoas que tem suas vidas e nada mais importa. Você pode gritar e acordar toda a vizinhança, mas essas pessoas não irão te ouvir. Você pode chorar, até que desidrate. Não será notada por elas. Você pode pular de alegria, em cima da cama delas...elas irão dormir na cama e não sentirão seus pulos. Você pode falar, pedir, espernear e até mesmo implorar, mas elas tem a vida delas, seus planos, ambições, problemas, e você é apenas outra vida nesse mundo cheio de vidas. E isso pode te doer muito, ou não. Na verdade não fará diferença, porque como dizia Shakespeare: não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam.
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